O privilégio do apaixonado
No encontro de estudo sobre Annie Ernaux do último sábado, falamos sobre paixão e todos os recortes que devemos observar quando falamos deste assunto. De maneira nada surpreendente, a maioria das pessoas presentes no local eram mulheres. Durante o momento em que cada um se apresenta, parte das pessoas fala sobre estar um vivendo uma fase da vida em que não quer se apaixonar, uma fase de olhar para si, somado à comentários sobre a dificuldade de se relacionar com homens nos tempos atuais. Algumas coisas me tocam nesses relatos iniciais: 1. Por que a paixão é vista como algo tão: "credo, deus me livre me apaixonar". 2. Por que a situação de viver uma paixão é vista como um momento de se perder de si? 3. Por que a paixão dá medo? 4. Por que eu olho com certa estranheza para essas pessoas, me perguntando como pode existir um ser humano nesse mundo que não queira experimentar tudo que uma paixão pode gerar em nossos corpos? Bom, destrinchamos o assunto, juntas. ...








